|
|---|
|
Tema
geral:Companheiro de Jugo
Tema:
Estabeleça parcerias para equipar os santos
Macro-competência:
Equipar, treinar e capacitar
Estabelecer
parcerias e equipar os santos
Mantendo
acesa a paixão espiritual!
L. Roberto Silvado
Paulo nos fala com paixão em Filipenses 3:13,14: “Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.”
Não
gostamos de admitir isto, mas algumas vezes estamos cansados de Deus, da fé, da
igreja e dos irmãos na fé. Agora me diga, como uma chamada para uma vida
abundante pode transformar-se em uma chatice espiritual? O fato de estarmos
cansados de Deus e das coisas de Deus não é culpa dEle.
A
Bíblia fala freqüentemente de tremendos feitos e vitórias espirituais
de profetas e apóstolos - eu gostaria de sugerir que a ação não
está realmente ali. Nós não temos parado para pensar nas muitas
horas e dias entre os grandes momentos da fé. Por exemplo, conhecemos
pouquíssimos eventos na vida do apóstolo Paulo. O que precisamos
perguntar é como ele viveu durante os momentos não registrados na
Bíblia. Suas atitudes e ações durante os momentos comuns provavelmente
tem mais para nos dizer sobre uma vida espiritual normal do que
os grandes momentos relatados por Lucas. À
luz desta perspectiva não romantizada do ministério cristão
é que devemos procurar quais são as coisas que aumentam e as que
reduzem o nosso desejo de ser povo do Deus vivo. Precisamos ver
o que homens e mulheres enfrentaram no passado e como conseguiram
manter vivo o seu desejo de ministrar no nome de Jesus e fazer com
que os santos fossem edificados.
Uma das grandes dificuldades
para sentarmos, refletirmos e avaliarmos quais seriam as melhores
parcerias para concretizar o nosso ministério é que estamos “fazendo
cada vez mais e apreciando cada vez menos”. A maioria dos líderes
cristãos vêem crescer a cada dia os apelos para envolver-se em atividades
e grupos que fazem coisas boas, cristãs, necessárias e desafiadoras.
Infelizmente isto pode criar um sentimento de estar
preso numa armadilha.
Alguns líderes cristãos hoje
podem ser comparados com aquela pessoa que tem sede e ao invés de
ir a um bebedouro tomar um gole de água, abre a boca sobre um hidrante!
Ao invés de ser refrescado, ele acaba se machucando.
A conseqüência mais comum
de dizer sim para tantas atividades é voltamo-nos mais para eventos
que são públicos do que para a nossa vida interior com Deus. Mais
tempo para atividades - menos tempo para Deus! Fazer mais para Deus
pode representar menos tempo com Deus.
O
ritmo de vida de Jesus lhe permitia tempo para recompor suas energias - os obstáculos
naturais faziam isto. Por exemplo, quando ele ia de uma cidade para outra com os
discípulos, Ele ia à pé ou de barco. Eram várias horas de calma vendo a
natureza e caminhando. Não eram mudanças frenéticas - café em Jerusalém,
almoço em Damasco e jantar em Antioquia! O ritmo da vida de Jesus não foi
governado apenas pela sua disciplina interior mas por obstáculos práticos que
nós eliminamos com o transporte em alta velocidade, telefone, técnicas de
administração, etc. Estes obstáculos garantiam um horário mais sereno e a
possibilidade de recuperar energia interior.
Na
vida de Cristo descobrimos que Ele nunca estava sem esta paixão espiritual e
por isto realizava o seu ministério envolvendo as pessoas e percebendo as múltiplas
opções de parcerias à sua disposição.. Ele obviamente entendeu como nós
chegamos a este tipo de situação. Não é acidental que antes e depois de períodos
de grande atividade Ele se retirava para restaurar, recarregar sua energia
interior ou a paixão necessária para cumprir a Sua missão. Não é acidental
que Ele nunca envolveu-se em atividades além dos seus limites razoáveis. Ele
foi impulsionado e guiado por uma missão - “buscar e salvar os perdidos”
(Lucas 19:10), mas Ele também tinha um governo interior que eficazmente
avaliava qualquer esforço para fazer mais do que seria prudente.
As
palavras de João Wesley refletem bem a atitude de Jesus:“Embora
esteja sempre sob pressão, eu nunca estou com pressa, porque eu nunca aceito
mais trabalho do que eu posso fazer com calma de espírito.” A nossa
paixão espiritual é afetada pelas condições dentro de nós e ao nosso redor.
O que não podemos esquecer é que ela é também afetada pelas pessoas e
instituições que povoam nosso mundo. Trabalhar
com seres humanos que continuam sendo pecadores é exaustivo.
Normalmente não temos
consciência de quanta energia as pessoas retiram de nós ou quanta energia elas
repõe. Você certamente pode pensar em pessoas com quem interagir torna-se em
refrigério para a sua alma, revigora as suas intenções para com Deus,
crescimento pessoal, profissional. Você pode também pensar em pessoas cuja
presença causa exaustão. Quando eles partem a sensação é de que eu preciso
tirar uma soneca. Alguém disse: “Algumas
pessoas levam alegria para qualquer lugar para onde vão; outras alegram quando
se vão.”
Compreender
o efeito que pessoas tem sobre nós ajudar-nos-á a conhecer onde nossa energia
espiritual se esvai e quando podemos antecipar a necessidade de restaurá-la.
Quando alguém está na posição de líder, torna-se alvo para vários tipos de
pessoas: aquelas que querem usar o líder para atingir os seus interesses através
da sua influencia; aquelas que querem ficar perto do líder, para garantir
popularidade, pois o consideram o ápice de uma pirâmide social; e outras que
ganham atenção fazendo com que os líderes se concentrem nos seus problemas.
Qualquer pessoa numa posição de liderança vai descobrir que trabalhar
com pessoas é um processo sem fim. Se não temos consciência disto podemos
perder a nossa paixão espiritual ao longo do tempo a nossa capacidade de
ministrar e capacitar os santos..
Alguns
tipos de pessoas com quem fazemos parcerias, com quem interagimos,
que povoam nosso mundo e que afetam a nossa paixão espiritual
PARCERIAS QUE MANTÉM A NOSSA PAIXÃO ESPIRITUAL ACESA
Você os encontra nos
estandes de convenções e congressos. Eles são os executivos de agências
interdenominacionais, denominacionais, governanmentais,
ONGS, , etc Eles divulgam os seus ministérios através de
revistas, jornais e televisão. Você recebe propaganda do que eles podem fazer
pela sua igreja pelo correio e através dos seus membros. Nas conversas com os
com colegas de ministério podemos conhecer o que está sendo oferecido e qual o
resultado em uma igreja local. Parcerias de bênção podem ser estabelecidas
para aqueles que estão dispostos a aprender com os erros e acertos do próximo.
Copiar boas idéias não é crime, desonestidade e não dar crédito! Você
poderá ter uma experiência abençoadora ao aceitar que a igreja local é o
plano de Deus e que estas agências existem para ajudar-nos a tornar a igreja de
Cristo mais eficiente e eficaz.
Perigo:
Esquecer que estas agências existem porque existe a igreja. Cuidado com os
“construtores de reino particular” que querem apenas usar a sua igreja para
cumprir sua agenda oculta.
Dinâmica:
Escreva o nome das agências
que tem sido parceiras do seu ministério
Discuta com o seu grupo como
tem sido o seu relacionamento de parceria.
2)Mentores - Eles incendeiam a nossa paixão.
Estas pessoas são cheias
de recursos espirituais e são dons de Deus para nós. Eles nos inflamam e nos
desafiam a viver uma vida à semelhança de Cristo. Faz-nos muito bem
sentirmo-nos aceitos e apreciados por eles.
Perigo:
Querer ficar perto destas pessoas o tempo todo seria tão danoso quanto uma
pessoa adulta continuar se relacionando com seus pais como uma criança pelo
resto da vida.
Dinâmica:
Escreva o nome dos seus
mentores.
Discuta com o seu grupo como
você tem se mantido uma parceria ministerial com estas pessoas e
quais foram as barreiras comuns vencidas.
3)Associados – Eles compartilham da nossa paixão.
Estas pessoas estão
envolvidas conosco na mesma atividade, são nossos amigos íntimos e pessoas que
compartilham da mesma visão. Nós até temos problemas e conflitos com eles,
mas sempre conseguimos resolve-los pois estamos unidos para alcançar um grande
alvo. Porque existe aceitação mútua e um senso de missão comum, animamo-nos
uns aos outros para fazer mais. Estas são as pessoas que se alegram com os
nossos sucessos e choram conosco nas dificuldades.
Perigo:
Você ser associado de alguém que não o considera da mesma maneira.
Reciprocidade no mesmo nível é essencial para formar esta parceria.
Dinâmica:
Escreva o nome dos seus
associados.
Discuta com o seu grupo como
você tem se relacionado com eles e quais foram as barreiras comuns
vencidas para conseguir estabelecer a parceria mútua.
4)Discípulos - Eles são estimulados pela nossa paixão.
Como eles estão sendo
treinados por nós, eles acabam captando a nossa visão. Através deles
descobrimos o que sentem os nossos mentores ao trabalhar conosco.
Agora somos nós que através
de colaboração e apoio despertamos a paixão espiritual de alguém.
Mordecai despertou a paixão espiritual de Ester ao dizer “quem sabe se para um tempo como este fostes trazida.....”
(Ester 4:14). Nós caminhamos com eles e no compartilhar de nós mesmos,
revigoramos a nossa paixão para servir e crescer porque vemos o
efeito imediato em suas vidas. É uma parceria que abençoadora pois
só assim os santos poderão mentorear outros também. Alguns escritores
afirmam que após os 40 anos todos nós deveríamos ter discípulos.
Tornar isto uma prioridade permitirá que seja passada de uma geração
para a seguinte as experiências com Deus. Priorizar este tipo de
parceria fará com que os santos das nossas igrejas estejam em crescimento
e nos abençoará pois após
estarmos com nossos discípulos, nossos alvos e metas serão mais
claros do que nunca.
Perigo:
Permitir que os discípulos fiquem conosco o tempo todo gerando dependência.
Esta dependência fará com que nos sintamos úteis mas destruirá a formação
de uma nova geração de homens e mulheres dependentes do Deus vivo. Seria tão
danoso quanto os pais incentivarem e aceitarem dependência financeira e
emocional dos filhos após se tornarem adultos.
Dinâmica:
Escreva o nome dos seus
discípulos.
Discuta com o seu grupo como
você tem se relacionado com eles.
PARCERIAS QUE ACABAM COM A NOSSA PAIXÃO ESPIRITUAL
5)Dragões Executivos
– Eles estão construindo o “seu reino” e não o Reino de Deus
Eles são diretores
executivos de juntas e agências inter-denominacionais, denominacionais, ONGS,
governanmentais, etc. Eles se apresentam como bem intencionados mas usam o nome
da igreja para arrecadar dinheiro e para ganhar prestígio. São pessoas que estão
nestas agências porque não conseguem conviver com as pessoas em uma igreja
local. Elas trabalham em projetos que competem com a igreja local ainda que
usando seus recursos humanos e financeiros. A sua maior preocupação é tornar
a sua agência “um sucesso” e não se importam com ética cristã e com o
Reino de Deus.
Perigo:
Não alertar os santos e a si mesmo da agenda oculta que estas pessoas
tem. Certamente uma grande desilusão será a conseqüência para alguém
que forma parceria com estas agências pensando em abençoar a sua
igreja local.
Dinâmica:
Escreva o nome destas agências.
Discuta com o seu grupo como
você tem se relacionado com elas quando aparecem na sua porta.
6)Dragões
simpáticos - Eles gostam da nossa
paixão
Estas pessoas aplaudem, massageiam
nosso ego, estão sempre em grande número e gostam de estar ao nosso
redor. Eles convidam para jantares, eles são exigentes quanto ao
conforto e qualidade dos cultos. Para elas estar perto de alguém
que possui uma paixão espiritual é uma experiência agradável. Jesus
nunca rejeitou este tipo de pessoa.
Ele as viu como ovelhas sem pastor, Ele as tratou com dignidade
e viu suas possibilidades de tornarem-se discípulos. Ao ler os evangelhos
percebemos que quando o grupo de “dragões simpáticos” tornava-se
muito grande, Jesus tornava o seu discurso mais decisivo. Ninguém
pode ficar para sempre na presença de Cristo e ser apenas “simpático”.
Ele falava do custo e da seriedade do discipulado cristão e por
isto muitos o abandonavam após isto (João 6:60,61,64,66-68).
Perigo: Muito
do tempo do líder pode ser direcionado para programar atividades e programas
que envolvam os “dragões simpáticos”. Não se iluda, eles normalmente não
estarão dispostos a servir e trabalhar com você. O compromisso deles, se há
algum, é muito superficial.
Dinâmica:
Escreva o nome dos seus
dragões simpáticos.
Discuta com o seu grupo como
você tem se relacionado com eles.
6)Dragões
exaustores - Eles descarregam a nossa
paixão
Precisamos entender quem são
estes para compreendermos porque muitas vezes nos sentimos exaustos e sem paixão.
Eles são críticos, lentos para agir e normalmente tem uma agenda oculta.
Não se iluda, quando é hora de agir, os “dragões exaustores” não
podem estar envolvidos. Eles serão um fardo para qualquer equipe de trabalho.
Em qualquer grupo de pessoas, na escola, no trabalho e na igreja, existem alguns
“dragões exaustores”. Como cristãos queremos amá-los e cuidar deles. As
boas novas é que se trabalhamos corretamente com eles, muitos deles tornar-se-ão
discípulos e servos úteis nas mãos de Deus;
Não
podemos esquecer que alguém pode ser um exaustor para uma pessoa, mas não sê-lo
para outra. Um exemplo nas escrituras está na história do que aconteceu com
Paulo e João Marcos. Ele foi um “dragão exaustor” para Paulo e depois se
tornou um discípulo para Barnabé que o levou consigo. Não precisamos nos
sentir culpados por identificar alguém como “dragão exaustor”e sim
agradecer a Deus que ali está um discípulo em potencial e pedir que Deus
encontre meios de torna-lo discípulo nosso ou de outra pessoa.
Perigo:
Permitir que “dragões exaustores” tenham a sua atenção e tempo toda hora
que desejarem. Eles vão destruí-lo se você não gerenciar os encontros e
interações com eles.
Dinâmica:
Escreva o nome dos seus
dragões exaustores.
Discuta com o seu grupo como
você tem se relacionado com eles.
Vamos
parar um pouco para afirmar que normalmente é com este grupo que nós começamos
um ministério para levar pessoas a uma posição de crescimento e serviço. Então
a resposta a longo-prazo para qualquer grupo de pessoas não é eliminar os que
acabam com a nossa paixão espiritual. Precisamos entender três coisas sobre
eles:
a)
Eles
serão atraídos para qualquer grupo saudável de pessoas, e ficarão ali até
que eles aprendam a se manter sozinhos ou sejam rejeitados.
b)
Um
grupo saudável de pessoas perderá a sua vitalidade (a paixão espiritual)
misteriosa e imprevisivelmente quando tiver muitos “dragões exaustores”
para sustentar. A vida do grupo
torna-se orientada para PROBLEMAS e CRISES, e qualquer movimento para crescer ou
atingir objetivos adiante torna-se impossível.
O grupo torna-se como um barco sem motor.
c)
Se
deixarmos que os “dragões exaustores” exauram constantemente os
líderes de sua paixão espiritual, criarão uma situação onde ninguém
desejará servir na liderança do grupo. Temos que proteger-nos e
proteger líderes emergentes do desgaste que os “dragões exaustores”
causam.
Porque é tão agradável
estar perto dos “dragões simpáticos” e porque os “dragões exaustores”
demandam tanto do seu tempo, você facilmente terá poucas oportunidades para
estar com os mentores, associados e discípulos. Nenhum destes três exige do
seu tempo. É comum pensar que eles não exigem do nosso tempo porque está tudo
bem e então precisamos gastar tempo onde somos necessários - grande engano!
Vendo
as prioridades de Jesus vamos descobrir que Ele gastou muito tempo
com os “dragões”: fariseus, doentes, angustiados, críticos, curiosos,
etc. MAS ELES NUNCA DOMINARAM SUA AGENDA. Na realidade, eles tinham
pouco do Seu tempo. Ao contrário, Jesus parece ter gasto a maior
parte do seu tempo com seu “mentor” , o Pai Celeste. Ele também
reservou muito do seu tempo para os associados e discípulos (os
12, os 70 e alguns amigos chegados).
Esta
foi uma descoberta muito importante para mim, porque descobri que dando meu
tempo para os “dragões” eu estava errando com eles e comigo. Estando
sempre disponível para eles, eu, inadvertidamente, estava ensinando uma dependência
doentia de mim como líder. Eu estava alimentando a sua necessidade de
relacionar-se com alguém considerado um líder especial, que pela sua atenção,
dava-lhes um sentimento de importância que não era verdadeiro e me tornava
vulnerável ao engano das suas pretensões. Gastando o meu melhor com estes dois
grupos, eu estava gastando a minha energia em algo que não me restaurava a paixão,
em parcerias que geravam apenas frustração. Durante todo o tempo gasto com
estas pessoas, a rua era de mão única. Só eu dava da minha paixão. Isto não
é parceria. Algumas vezes isto é necessário, como no caso da mulher que tocou
no manto de Jesus, mas a rotina de muitos “dragões” na agenda, a médio e
longo prazo torna-se seriamente prejudicial.
Não
quero ser mal compreendido - os “dragões” são parte do corpo de Cristo e
precisam ser ministrados. Precisamos saber, porém, que eles, pela sua natureza,
farão exigências maiores a cada instante até levar os cristãos saudáveis à
exaustão e desânimo.Se nos perguntarmos porque estamos freqüentemente
desanimados, talvez uma olhada na distribuição do nosso tempo nas últimas
semanas poderá nos dar a resposta.”
Construir
parcerias com agências sérias multiplicará o potencial da nossa igreja local.
Gastar tempo com o nosso “mentor”, construirá a nossa paixão. Sermos
parceiros do nosso “discípulo”, gastará da nossa energia, mas nos
restaurará por vê-los captando da nossa paixão e crescendo conosco. Mas se os
nossos calendários revelam que predomina o tempo gasto com os “dragões”,
então não devemos nos surpreender com a perda de vitalidade espiritual. Estas
pessoas conseguem sugar o melhor da vida que há em nós. É necessário que
paremos tudo e procuremos um equilíbrio do uso do tempo para que o resultado não
seja desastroso. Nestes dias tão complexos só é possível ministrar em
parceria com várias pessoas e instituições. Para que tenhamos parcerias abençoadoras
precisamos avaliar quem popula o nosso mundo e aprender a trabalhar com estas
diferentes pessoas.
Deus
nos ajude!!!
Bibliografia
básica:
1,
Restoring Your Spiritual Passion, Gordon McDonald. New York, NY, EUA:
Oliver Nelson Publisher, 1986.
2.
Liderança para o século XXI, editores: Frances Hesselbein, Marshall
Goldsmith, Iain Somerville. São Paulo, SP: Editora Futura, 2001.
3.
Well-Intentioned Dragons, Marshall Shelley. Waco, Texas, EUA: Word Books,
1985.
4.
De: pastor Para:pastor, Irland P. Azevedo. Rio de Janeiro, RJ: JUERP,
2001.
5.
Vocação, Kléos Magalhães Lenz César.
Viçosa, MG: Editora Ultimato, 1997.
6.
The wounded minister, Guy Greenfield. Grand Rapids, Michigan, EUA: Baker
books, 2001.
7.
Etapas na vida de um líder, J. Robert Clinton. Curitiba, PR: Editora
Descoberta, 2000.
8.
Respeita os teus limites, Ricardo Peter. São Paulo: Paulus, 1999
NOSSO SENTIMENTO DE CANSAÇO
E ESTAFA É RELATIVO:
·
se estamos “vendidos”
a um projeto ou atividade, o nosso corpo e mente cooperam no sentido de
irmos além do nosso normal, expandir os nosso limites.
Isto é uma vida cheia de paixão espiritual!
·
em outras ocasiões
nosso corpo e mente se sentem exaustos quando na realidade poderíamos
fazer muito mais. Acontece
que a tarefa na qual estamos envolvidos não nos é atraente ou podemos
estar com medo de fracassar. Nossa mente e corpo agora nos enviam
um falso sinal de estafa.
Por
que sinto uma falta instantânea de energia quando minha esposa me
pede para fazer alguma coisa........?
Aprenda a diferenciar entre sentimentos
de fadiga e fadiga genuína.
O que estou sentindo? De onde vêm estes sentimentos? São reais?
O que eles me dizem?
PARCERIAS QUE MANTÉM A NOSSA
PAIXÃO ESPIRITUAL ACESA
1)Executivos
de agências interdenominacionais,
denominacionais, governanmentais, ONGS,
, etc – Eles nos incentivam a ir além das possibilidades da nossa igreja
local
-
stands, revistas, jornais, propaganda
recebida pelo correio
-
conversas com colegas perguntando o que
tem feito e qual foi o resultado
-
copiar as boas idéias, dando crédito
para ser honesto
-
aceitar que a igreja local
é a vontade de Deus e que estas agências existem para ajudar-nos
a tornar a igreja de Cristo mais eficiente
-Perigo: Nos esquecermos
que eles existem porque a igreja existiu primeiro. Cuidado com os
“construtores de reino particular”que querem apenas usar a sua igreja
Dinâmica:
Escreva o nome das agências
que tem sido parceiras do seu ministério
Discuta com o seu grupo como
você tem se relacionado com eles e sido parceiro deles.
2)Mentores - Eles incendeiam a nossa paixão.
Cheios de recursos espirituais.
·
são dons de Deus para nós;
·
nos inflamam e nos desafiam a
viver uma vida à semelhança de Cristo;
·
sentimo-nos aceitos
e apreciados por eles.
Perigo: Querer ficar perto
destas pessoas o tempo todo. Seria tão danoso quanto uma pessoa adulta
continuar se relacionando com seus pais como uma criança pelo resto da vida.
Jesus entendeu isto muito bem quando após 3 anos com os discípulos disse: João 16:7 - Ele já tinham recebido o suficiente, o Espírito Santo neles faria o resto.
Dinâmica:
Escreva o nome dos seus
mentores
Discuta com o seu grupo como
você tem se relacionado (barreiras comuns a vencer)com eles e sido
parceiro deles.
3)Associados - Compartilham da nossa paixão.
·
pessoas que estão envolvidas
conosco na mesma atividade, amigos íntimos, pessoas que compartilham da mesma
visão;
·
temos problemas e conflitos com
eles, mas sempre conseguimos resolve-los;
·
estamos unidos para alcançar um
grande alvo - senso de missão;
·
animamo-nos uns aos outros para
fazer mais;
·
alegram-se com os nossos sucessos
e choram conosco diante das dificuldades.
Dinâmica:
Escreva o nome dos seus
associados
Discuta com o seu grupo
como você tem se relacionado com eles(barreiras comuns a vencer) e sido
parceiro deles.
·
são para nós o que somos para os
mentores;
·
agora nós é que despertamos a
sua paixão espiritual;
·
Mordecai despertou a paixão
espiritual de Ester ao dizer “quem
sabe se para um tempo como este fostes trazida.....” Ester 4:14;
·
nós caminhamos com eles e no
compartilhar de nós mesmos, revigoramos a nossa paixão para servir e crescer
porque vemos o efeito imediato em suas vidas;
·
após os 40 anos todos nós deveríamos
ter discípulos e tornar isto uma prioridade - para que tenhamos uma geração
seguinte com homens e mulheres de Deus;
·
após estarmos com
nossos discípulos, nossos alvos e metas serão mais claros do que
nunca.
Dinâmica:
Escreva o nome dos seus
discípulos
Discuta com o seu grupo
como você tem se relacionado com eles(barreiras comuns a vencer) e sido
parceiro deles.
povoam
nosso mundo e que afetam a nossa paixão espiritual
5)Executivos
inter-denominacionais, denominacionais, ONGS, governanmentais, etc
-
usam o nome da igreja para arrecadar
dinheiro e ganhar prestígio
-
pessoas construindo o seu reino e não o
Reino de Deus
-
competindo com a igreja local
ao invés de apoiar
Dinâmica:
Escreva o nome destas agências
Discuta com o seu grupo como
você tem se relacionado com eles(barreiras comuns a vencer) e sido
parceiro deles.
6)Dragões
simpáticos - Eles gostam
da nossa paixão
·
Elas aplaudem, massageiam nosso
ego, estão sempre em grande número e gostam de estar ao nosso redor. Para elas
estar perto de alguém que possui uma paixão espiritual é uma experiência
agradável, mas só isso;
·
Cada um contribui com muito pouco,
mas no grande grupo contribuem substancialmente com dinheiro;
·
Jesus nunca rejeitou este tipo de
pessoa. Ele as viu como ovelhas sem
pastor, Ele as tratou com dignidade e viu suas possibilidades de tornarem-se
discípulos;
·
Quando o grupo de “pessoas simpáticas”
tornava-se muito grande, Jesus tornava o seu discurso mais decisivo;
·
Ninguém pode ficar para sempre na
presença de Cristo e ser apenas “simpático”. ELE FALAVA DO CUSTO E DA
SERIEDADE DO DISCIPULADO CRISTÃO - muitos o abandonavam após isto (João
6:60,61,64,66-68);
·
Eram bem-vindos na presença de
Cristo, mas só por um pouco de tempo - então tinham que se decidir;
·
Eles vão convidá-lo para
jantares, eles serão exigentes quanto ao conforto, qualidade dos cultos;
·
Muito do tempo do
líder será direcionado para programar atividades, programas que
envolvam os “simpáticos”; mas não se iluda, eles normalmente não
estarão dispostos a servir e participar da frente de trabalho. O
compromisso (se há algum) é muito superficial.
Dinâmica:
Escreva o nome dos seus
dragões simpáticos
Discuta com o seu grupo como
você tem se relacionado com eles(barreiras comuns a vencer) e sido
parceiro deles.
6)Os
Dragões exaustores -
Eles descarregam a nossa paixão
·
Precisamos entender quem são
estes para compreendermos porque muitas vezes nos sentimos exaustos e sem paixão;
·
Quando o autor era jovem e estava
procurando ser o melhor líder cristão que ele podia, atendia prontamente a
todas as pessoas que chegavam a ele com qualquer necessidade. Qualquer um que
precisava de sua atenção, a tinha incondicionalmente. Seu telefone estava à
disposição e ele permitia que eles
controlassem o tempo e a direção da conversa;
·
Em qualquer grupo de pessoas nós
encontramos alguns “exaustores” (escola, trabalho, igreja);
·
Como cristãos queremos amá-los e
cuidar deles;
·
BOAS NOVAS - muitos deles
tornar-se-ão discípulos e servos úteis nas mãos de Deus;
·
Alguém pode ser um exaustor para
uma pessoa, mas não sê-lo para outra.
Paulo => João Marcos (exaustor) o deixou
Barnabé => João marcos (discípulo) o levou
·
São críticos, lentos para fazer
alguma coisa e muitas vezes tem uma “agenda escondida”;
·
Quando Gideão organizou
o seu exército com mais de 30.000 homens para enfrentar o inimigo,
Deus mandou que ele tirasse os medrosos e os enviasse para casa
(Juízes 7:3). Você
já imaginou como Gideão deve ter se sentido quando 22.000 homens voltaram
para casa depois do “apelo invertido”. QUANDO
É HORA DE AGIR, OS “EXAUSTORES” NÃO PODEM ESTAR ENVOLVIDOS!
Dinâmica:
Escreva o nome dos seus
dragões exaustores
Discuta com o seu grupo como você tem se relacionado com eles(barreiras comuns a vencer) e sido parceiro deles.