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O pastor e dívidas financeiras
O Brasil pagou a dívida com o FMI e ficou livre dele. Não existe forma melhor para eliminar a perturbação do que acabar com os direitos que o perturbador tem sobre nós.
Quando o inimigo estava chegando, Jesus disse: vem ai o príncipe deste mundo e ele nada tem em mim. O inimigo não podia
reivindicar nada em Jesus.
As dívidas podem fazer com um ministro o que Jezabel fez com Elias: empurrá-lo para uma caverna escura, provando desânimo. Com o tempo, pode provocar até a morte ministerial. O líder pastoral não deve ter dívidas que o oprima. Não falo dos investimentos que, à medida que se paga as prestações, vão se transformando em patrimônio,
como imóveis, previdência privada e até mesmo bons consórcios. É normal também que após um grande investimento,
uma doença ou quando somos vítimas de injustiça, o cristão faça sacrifícios para retomar o controle
sobre suas finanças. Dívidas que oprimem são compromissos financeiros que drenam nossas forças, nos impedem planejar o futuro, ajudar o irmão necessitado ou entregar o dízimo com fidelidade. Bons exemplos destes agentes opressores são empréstimos a juros,
cheque especial e o cartão de credito pago parcialmente.
Vivemos num mundo onde comprar sem dinheiro é normal. Um conhecido meu comprou um aparelho de DVD em seis prestações,
quando o total de quatro seria suficiente para comprar à vista. Onde foi que aprendemos esta prática? Nenhum cristão deve pagar
juros indesejados. É ser oprimido quando somos chamados a emprestar e doar.
Dívidas minam a autoridade pastoral. O ministro precisa estar sempre livre para condenar o erro, mesmo que isto implique em ser exonerado. Sem dívidas, ele terá que se preocupar em apenas achar um cantinho para acomodar sua família e continuar cumprindo sua vocação. Estabeleça no seu coração que não fará dívidas e que irá, mesmo a grande custo,
acabar com as que tem. Lembre-se de que você não sairá da ”cadeia” até pagar o último centavo.
O líder pastoral que assimila o conceito mundano de endividamento corre o risco de estimular sua igreja ou organização
a seguir por este caminho. E as assembléias,
muitas vezes contaminadas por Mamon, aprovam os relatórios
destes líderes como se fossem naturais.
Para livrar-se da opressão do credor é preciso tomar uma decisão radical, em vez de procurar explicações. “Não vou deixar minha
família passar necessidade“, afirma um, sem perceber que a maior
necessidade de sua família é de liderança e de paz. Outros não
querem “passar vergonha“ e seguem mantendo uma imagem de controle da situação, quando a verdadeira vergonha
pode estar por vir. Outros culpam os que causaram as dívidas, mas ficar remoendo mágoas não paga contas.
É preciso uma decisão radical e confirar no Deus da Libertação. "Gosto muito do comentário de Dunn: “As pessoas sempre dizem: Jesus é tudo de que
necessito”. Você só reconhecerá que Jesus é tudo de que necessita quando ele for tudo o que você tem. E quando Jesus for a única
coisa que você tem, então, e só então, saberá que Jesus é tudo de que você necessita" (Stephen Brown, Quando a Corda se Rompe).
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